Tecnologia e infraestrutura para pesquisas oceanográficas

Linha Temática 5. Tecnologia e Infraestrutura para pesquisas oceanográficas Objetivo Estabelecer estrutura e meios, adequados às dimensões do País, para a coleta de dados in situ e por meio de satélites, com capacidade sempre que possível de transmissão em tempo real, com processamento e disponibilização em rede para toda a sociedade, e em apoio às […]

Linha Temática 5. Tecnologia e Infraestrutura para pesquisas oceanográficas

Objetivo

Estabelecer estrutura e meios, adequados às dimensões do País, para a coleta de dados in situ e por meio de satélites, com capacidade sempre que possível de transmissão em tempo real, com processamento e disponibilização em rede para toda a sociedade, e em apoio às pesquisas oceanográficas, bem como desenvolver, ampliar e incentivar novas tecnologias e plataformas de pesquisas que atendam às demandas das áreas temáticas do Brasil.

Contextualização

Observações consistentes e de qualidade subsidiam a pesquisa científica, atividades econômicas e decisões a serem tomadas pelo Governo e sociedade. Para responder às grandes perguntas científicas sobre as mudanças do clima e do funcionamento dos ecossistemas de forma adequada, são necessárias observações mais frequentes e espacialmente mais densas. O Brasil necessita ampliar e fortalecer as redes nacionais de monitoramento e observação contínua e em tempo real dos oceanos, de forma a dispor de informações que permitam ações de prevenção, mitigação e adaptação da Zona Costeira às mudanças climáticas.

Ademais, o acesso contínuo e irrestrito a informações sobre o oceano, as zonas costeiras e bacias hidrográficas depende do fortalecimento e implementação de novas infraestruturas e tecnologias, desde sensores acoplados a satélites até veículos não tripulados. A capacitação de núcleos dedicados ao desenvolvimento e à manutenção de sistemas de medição oceanográfica pode ser implementada num esforço planejado em escala nacional, com o apoio de um instituto nacional de pesquisas oceanográficas, em cooperação com universidades e empresas inovadoras de base tecnológica. Esforço semelhante deverá ser feito com a engenharia desta gama de dados gerados, permitindo melhor sistematização, tratamento e disponibilização desses dados, objetivando torná-los de fácil acesso para produção do conhecimento, sistemas de previsão e tomadas de decisão cientificamente embasadas.

Atualmente, o Programa Ciência no Mar atua no apoio aos Laboratórios Nacionais Embarcados e na gestão coordenada, competente e eficiente das embarcações de pesquisa oceanográfica tais como os Navios Hidroceanográficos Vital de Oliveira e Cruzeiro do Sul.


Laboratórios Nacionais Embarcados


O apoio aos Laboratórios Nacionais Embarcados terá reflexo direto na ampliação da geração de conhecimento sobre o ambiente marinho na região do Atlântico Sul e Tropical; no desenvolvimento de tecnologias e inovação em produtos e serviços; na redução da vulnerabilidade e dos riscos decorrentes de eventos extremos e da variabilidade do clima e das mudanças climáticas sobre a zona costeira; e na formação de recursos humanos ligados à pesquisa cientifica marinha, cuja qualificação para trabalho no mar tem sido, ao longo dos anos, incipiente. Dessa  forma será possível apoiar ações estratégicas nacionais de interesse econômico.

O emprego dessas embarcações fornece infraestrutura de apoio fundamental à execução de um extenso programa oceanográfico multidisciplinar e geograficamente abrangente, possibilitando ampliar e aprofundar as observações científicas em todo Oceano Atlântico, de forma continuada e adensada.As expedições agregam instituições de todas as regiões do país e também internacionais, para realização de pesquisa inovadora, de grande envergadura e cujos produtos possibilitarão o entendimento dos processos oceanográficos e ecológicos que ocorrem no Atlântico Sul e Tropical, responsáveis pelo papel determinante que esta bacia oceânica exerce na regulação climática do planeta.


Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) Vital de Oliveira


A aquisição do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) Vital de Oliveira foi viabilizada por um consórcio entre 4 instituições nacionais:

MCTIC, Marinha do Brasil, Petrobrás e Vale S/A, em um Acordo de Cooperação objetivando a tempestiva ampliação da infraestrutura para a pesquisa cientifica marinha, por meio da aquisição de navio de Pesquisa Hidroceanográfico.

O navio conta com equipamentos científicos de ponta, cinco laboratórios, sendo 2 molhados e 3 secos, 1 ROV (Veiculo de Operação Remota) para operar até 4.000 m de profundidade. Além de sua tripulação qualificada, poderá embarcar até 60 cientistas para desenvolver suas pesquisas no mar.

Características Principais:

– Comprimento: 78 metros

– Boca: 20 metros

– Deslocamento Máximo: 4.400 ton

– Calado Máximo: 5,5 metros

– Autonomia: 30 dias

– Raio de Ação: 7.200 MN

– Velocidade de Cruzeiro: 10 nós

– Velocidade Máxima: 12 nós

– Tripulação: 90 militares

– Passageiros: 60 pesquisadores

Alguns dos Equipamentos Científicos:

– Ecobatímetros Multifeixe (EM122 e EM710)

– Ecobatímetro Monofeixe (EA600)

– Perfilador de Subfundo (SBP120)

-Sonares de Varredura Lateral (5000V2)

– Perfiladores de Corrente (ADCP)

– CTD/Rossette, U-CTD, XBT, MVP300

– Veículo Operado Remotamente (ROV) até 4.000m

– TV-GRAB, Piston Core, Box Core e Van Veen

– Estação Meteorológica- Medidores de Ondas e Correntes

– Gravímetro e Magnetômetro- PCO2, Plâncton e Salinômetro

– Lanchas Hidrográficas c/ Multifeixe (EM2040)


Navio Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul


O Navio Hidroceanográfico Cruzeiro do Sul foi adquirido em 2007 e funciona desde 2009 propiciando apoio fundamental à pesquisa oceanográfica brasileira, mediante a disponibilização de 80 dias de mar por ano para realização de atividades científicas.

Sua expedição inaugural e inédita foi a Comissão Transatlântica Brasil-África I, realizada em 2009. A partir de 2010, com a instituição formal dos Comitês Científico e Gestor do Navio, por Portaria Interministerial MCTI/MD, já foram selecionadas e realizadas diversas expedições oceanográficas integradas, ao longo de toda a costa brasileira, e uma segunda expedição Brasil-África.

Essas expedições científicas envolveram dezenas de instituições de pesquisa e também têm contribuído expressivamente para a formação de novos profissionais em todos os campos da oceanografia.

O emprego dessas embarcações, fornece infraestrutura de apoio fundamental à execução de um extenso programa oceanográfico multidisciplinar e geograficamente abrangente, possibilitando ampliar e aprofundar as observações científicas em todo Oceano Atlântico, de forma continuada e adensada.

As expedições agregam instituições de todas as regiões do país e também internacionais, para realização de pesquisa inovadora, de grande envergadura e cujos produtos possibilitarão o entendimento dos processos oceanográficos e ecológicos que ocorrem no Atlântico Sul e Tropical, responsáveis pelo papel determinante que esta bacia oceânica exerce na regulação climática do planeta.